PF mira suposto esquema de corrupção em cinco cidades de PE
Operação Mamon investiga fraudes em contratos públicos, corrupção e lavagem de dinheiro em cidades de Pernambuco e outros estados
Foto: Divulgação A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (26), a Operação Mamon para investigar um suposto esquema de fraude em contratações públicas, corrupção, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Com apoio da Controladoria-Geral da União (CGU), os agentes cumprem 35 mandados de busca e apreensão e dois mandados de prisão preventiva.
Investigação envolve contratos na área da saúde
Segundo a PF, a apuração começou após a identificação de possíveis irregularidades em contratos firmados por uma Organização da Sociedade Civil (OSC) com órgãos públicos municipais.
Entre os contratos investigados estão serviços relacionados à área da saúde. A suspeita é de que procedimentos de contratação possam ter sido direcionados.
As investigações também apontaram movimentações consideradas atípicas envolvendo recursos públicos recebidos pela entidade.
Saques em espécie chamaram atenção
De acordo com a Polícia Federal, foi identificado um padrão recorrente de saques em dinheiro vivo, com valores elevados, realizados a partir das contas do instituto investigado.
Também foram encontrados indícios de transferências entre pessoas físicas e jurídicas ligadas aos fatos apurados.
Entre os mecanismos investigados estão:
- Depósitos fracionados em espécie;
- Transferências consideradas atípicas;
- Movimentações entre empresas e pessoas físicas;
- Possível ocultação da destinação dos recursos;
- Saques elevados realizados em dinheiro vivo.
Mandados são cumpridos em seis cidades
As ordens judiciais são cumpridas em municípios de Pernambuco, Paraíba e Paraná. Em Pernambuco, a operação ocorre nas seguintes cidades:
- Caruaru;
- Bonito;
- Palmares;
- Agrestina.
Também são cumpridos mandados em:
- João Pessoa (PB);
- Curitiba (PR).
Análise do material apreendido
A investigação continua com a análise dos documentos, equipamentos e demais materiais recolhidos durante o cumprimento dos mandados.
Até o momento, a Polícia Federal não divulgou os nomes dos investigados nem informou qual é a organização envolvida no caso.



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