Lista revela as 10 carreiras de TI mais valorizadas e com salários de até R$ 53 mil em Pernambuco
Mercado de tecnologia tem déficit de profissionais e salários acima de R$ 50 mil. Veja cargos e habilidades mais valorizados
Foto: Reprodução O mercado de tecnologia continua entre os mais aquecidos do Brasil, com falta de profissionais qualificados e salários que podem ultrapassar R$ 50 mil por mês em determinadas funções.
Um levantamento do Inteli, instituto de tecnologia e liderança, em parceria com a consultoria WKS, mostra que a procura das empresas por trabalhadores especializados tem avançado em ritmo superior à formação de novos profissionais.
Tecnologia tem déficit de profissionais no Brasil
Entre 2019 e 2024, a demanda chegou a aproximadamente 665 mil profissionais de tecnologia, enquanto a oferta de novos trabalhadores ficou em cerca de 464 mil.
A diferença representa um déficit de 30,2%, cenário que ajuda a explicar tanto a quantidade de oportunidades quanto as remunerações oferecidas para profissionais mais qualificados.
Outro fator é a concentração das vagas no Sudeste, especialmente em São Paulo, que reúne uma parcela significativa das oportunidades e das necessidades das empresas.
Empresas de diferentes setores disputam profissionais
A procura por trabalhadores de tecnologia já não está restrita às companhias especializadas no segmento. Atualmente, praticamente todos os grandes setores da economia dependem de profissionais da área.
Bancos, hospitais, varejistas, indústrias e empresas do agronegócio, por exemplo, disputam trabalhadores para desenvolver sistemas, analisar dados e ampliar seus processos de transformação digital.
O setor de tecnologia já representa cerca de 6,5% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.
Quais áreas de tecnologia mais contratam?
Para identificar as carreiras mais demandadas, o levantamento analisou inicialmente 72,7 mil anúncios de emprego publicados entre abril e junho de 2025.
Depois da aplicação dos critérios metodológicos, foram consideradas 19.655 vagas de tecnologia.
A distribuição das oportunidades ficou assim:
- Desenvolvimento de Software: 35,7%;
- Infraestrutura e Suporte: 23,2%;
- Dados e Inteligência Artificial: 17,7%;
- Projetos e Gerenciamento: 12,9%;
- Testes e Controle de Qualidade: 5,7%;
- Segurança da Informação: 2,5%;
- Automação de Processos e Sistemas: 2,3%.
Somadas, as áreas de desenvolvimento de software e infraestrutura respondem por quase seis em cada dez oportunidades analisadas.
Inteligência artificial ainda não lidera as vagas
Apesar da popularização da inteligência artificial, a área ainda não concentra a maior quantidade de contratações.
Entre os profissionais consultados pelo estudo, 79% apontaram a IA como a área mais relevante do mercado atualmente. Os anúncios de emprego, porém, revelam uma realidade diferente.
A maior demanda continua em funções responsáveis pela criação, integração e manutenção dos sistemas utilizados diariamente pelas empresas.
Uma das explicações está no nível de digitalização dos negócios brasileiros. Segundo o levantamento, aproximadamente 80% das pequenas e médias empresas apresentam baixa maturidade tecnológica.
Salários em tecnologia chegam a R$ 53,6 mil
A escassez de profissionais especializados contribui para remunerações elevadas, sobretudo em funções estratégicas, cargos executivos e áreas que exigem conhecimentos técnicos avançados.
Entre as maiores remunerações identificadas estão:
- Chief Technology Officer (CTO): até R$ 53,6 mil por mês;
- Chief Security Officer (CSO): R$ 52,5 mil;
- Chief Information Officer (CIO): até R$ 49,5 mil;
- Gerente de Dados: até R$ 37,9 mil;
- Gerente de Segurança da Informação: até R$ 37,2 mil;
- Gerente de TI Generalista: até R$ 35 mil;
- Especialista em IA e Machine Learning: até R$ 32,5 mil;
- Gerente de Business Intelligence (BI): até R$ 29,4 mil;
- Gerente de Infraestrutura: até R$ 27,9 mil;
- Engenheiro de Inteligência Artificial: até R$ 27,1 mil.
Embora os maiores valores estejam concentrados em funções de liderança, profissionais que seguem carreiras essencialmente técnicas também podem alcançar salários elevados.
Conhecimento em IA pode aumentar remuneração
O estudo identificou ainda quais competências aparecem associadas às melhores faixas salariais.
A inteligência artificial é uma delas. Entre as oportunidades com remuneração acima de R$ 10 mil, vagas que mencionam conhecimentos em IA aparecem proporcionalmente com maior frequência.
Isso indica que dominar ferramentas e conceitos relacionados à inteligência artificial pode funcionar como um diferencial mesmo para profissionais cuja função principal não esteja diretamente ligada à área.
Inglês também faz diferença no salário
Outro conhecimento associado às melhores remunerações é o inglês.
Somente 7,5% das oportunidades com salários informados exigiam explicitamente domínio do idioma. Dentro desse grupo, entretanto, 46,2% ofereciam entre R$ 5 mil e R$ 10 mil.
Nas vagas que não mencionavam inglês como requisito, apenas 22,3% estavam nessa mesma faixa salarial.
A exigência cresce conforme a experiência profissional: 8,7% das oportunidades destinadas a trabalhadores plenos e seniores pediam inglês, contra 6,6% entre as vagas para juniores.
Certificações podem valorizar o currículo
As certificações profissionais também podem influenciar a remuneração. De acordo com a pesquisa, 48% dos gestores afirmam estar dispostos a pagar mais por candidatos que apresentem certificações ou conhecimentos especializados.
Entre as áreas que ganham destaque estão:
- Computação em nuvem;
- Segurança da informação;
- Engenharia de dados;
- Inteligência artificial.
Além da formação técnica, as empresas procuram profissionais capazes de combinar conhecimentos tecnológicos com competências comportamentais.
Veja as habilidades mais procuradas pelas empresas
Entre as chamadas soft skills, relacionadas ao comportamento e à maneira como o profissional trabalha, aparecem:
- Comunicação: 21%;
- Criatividade: 17,8%;
- Organização: 15,8%;
- Trabalho em equipe: 11,4%;
- Liderança: 7,6%.
Já entre os conhecimentos técnicos mencionados nas oportunidades, os principais são:
- Computação em nuvem: 13,8%;
- Metodologias ágeis: 6,7%;
- AWS: 5,9%;
- Azure: 5,8%;
- Windows: 5,1%.



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