Seja bem-vindo
Ribeirão,16/06/2026

  • A +
  • A -

Ataque em Piedade: saiba qual era o tubarão envolvido

Cemit identificou como tubarão-cabeça-chata o animal envolvido no incidente com um menino de 11 anos na Praia de Piedade


Ataque em Piedade: saiba qual era o tubarão envolvido Foto: Julio Jacobina/DP

O tubarão responsável pelo incidente envolvendo um menino de 11 anos na Praia de Piedade, em Jaboatão dos Guararapes, foi identificado como sendo da espécie cabeça-chata.

A informação foi confirmada pela secretária Executiva do Comitê Estadual de Monitoramento de Incidentes com Tubarões (Cemit), Danise Alves.

O caso ocorreu no domingo (31). A vítima sofreu ferimentos na coxa e na mão esquerda e permanece internada no Hospital da Restauração, no Recife.


Espécie foi identificada a partir das lesões

De acordo com Danise Alves, a identificação ocorreu após a análise das imagens dos ferimentos da vítima em conjunto com integrantes da equipe científica do Cemit.

“Ontem, a gente teve acesso às imagens da lesão, e junto com os membros científicos do Cemit, a gente identificou a espécie como tubarão-cabeça-chata. Com base na lesão e no tamanho do arco da mordida, o animal mede, aproximadamente, 2 metros e meio”, afirmou a secretária.

Segundo o comitê, o tubarão-cabeça-chata está entre as espécies associadas aos incidentes registrados em Pernambuco. O animal possui hábitos costeiros e costuma frequentar águas rasas.

O incidente aconteceu no trecho da Rua Dom Vital, em Piedade.

“O tubarão-cabeça-chata e o tigre são as duas espécies associadas aos incidentes no estado. Essa espécie tubarão-cabeça-chata, especificamente, é muito citada pelos pescadores por usar essa região. No Rio Jaboatão, já existem dados que eles usam aquela região para reprodução", ressaltou a gestora.

Pernambuco soma 83 incidentes registrados

Dados do Cemit apontam que este foi o 83º incidente com tubarão registrado em Pernambuco desde 1992.

Desse total, 69 ocorreram na Região Metropolitana do Recife e outros 14 em Fernando de Noronha.

O primeiro registro contabilizado pelo órgão aconteceu justamente na Praia de Piedade. Com o caso deste domingo, a praia passou a somar 24 ocorrências, número que iguala os registros da Praia de Boa Viagem, na Zona Sul do Recife.

Atendimento à vítima

Segundo o Corpo de Bombeiros, as equipes chegaram rapidamente ao local após o acionamento e encontraram o menino já fora da água.

A tenente Paloma Mendes explicou como ocorreu o atendimento inicial.

"A gente fez o atendimento pré-hospitalar, estabilizou os ferimentos dele na areia mesmo. Logo que estabilizou, a gente já fez essa transferência para o Samu, que tem uma unidade avançada e ele foi levado ao Hospital da Aeronáutica, que é o mais próximo, e transferido ao Hospital da Restauração, que é a nossa unidade de referência desse tipo de trauma", explicou Paloma Mendes.

Ainda conforme a oficial, a vítima entrou em choque pouco depois do resgate.

"Foi um ferimento muito grave, foi muita perda de sangue, então ele estava consciente quando saiu da água, mas entrou em choque rapidamente", informou a tenente.

Ela também destacou que os bombeiros mantêm postos fixos na Igrejinha de Piedade e em Barra de Jangada, além de realizarem rondas por terra e mar para reduzir o tempo de resposta em situações de emergência.

Área não tem proibição de banho

O local onde ocorreu o incidente fica a aproximadamente 1,8 quilômetro do trecho onde existe proibição para banho.

“O Cemit tem um decreto que proíbe atividades náuticas da Praia do Farol, em Olinda, até o Paiva, no Cabo de Santo Agostinho. Existe um trecho que vai da Igrejinha de Piedade até o Hotel Barramares, que é proibido o banho de mar por decreto municipal”, explicou Danise Alves.

Apesar de o trecho onde ocorreu o incidente não estar incluído na área de proibição, existe uma placa alertando para o risco de ataques de tubarão.

Durante a ocorrência, a possibilidade de ampliação das restrições também foi mencionada pelas autoridades.

"Com esses incidentes ocorrendo aqui, a gente vai ter que levar para estudo, para poder verificar o que tá acontecendo, estudar junto aos órgãos competentes e verificar a viabilidade de aumentar a proibição [do trecho]", destacou Paloma Mendes.




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Recuperar Senha

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.